Liveurs – Underground Reality Show


Poesia – Somos espíritos
26/01/2010, 04:18
Filed under: outubro09
Ficar estranho no abrigo e morada
sentimentos plásticos sobre o pensar
Será a hora exata de fazer as malas
acreditar que nesse canto não da mais
Tantos anos vivendo sobre o mesmo teto
gritos de criança na infância lembrados
brinquedos quebrados escondidos no tempo
fazendo presente na ausência do passado
Agora choro sem ninguém pegar no colo
como se a idade pudesse ser uma armadura
E dos pensamentos formassem palavras
que por telepatia fizessem leituras
Tumulto de idéias, ebulição por dentro.
Aquela sensação de estar vagando no vento
Desamparado e com medo de seguir em frente
sem entender o que muda o futuro da gente
O que antes era certeza hoje é loucura
A luta pra ser livre e agora pra onde ir?
Somos espíritos vivendo dentro da carne
mas qual estrelas devemos realmente seguir

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Poesia – Ele
19/01/2010, 04:49
Filed under: outubro09
Olha o mar e todas as estrelas
como não acreditar que ele existe ?
Mesmo sem poder ver ele te observa
esperando que o convide para entrar
Na noite ele te vela vendo da janela
esperando ser lembrado na sua oração
Respeitando seus limites e seu tempo
sem desistir mesmo quando você erra
A brisa que te envolve e penetra
a tormenta que no momento certo cessa
A sorte e o instante de coincidência
o mistério da razão da existência
Acolheu-te nos momentos de tristeza
a força e a coragem para que vença
Sem perceber ele é mais do que imagina
É Amor, é essência, é calor e alegria.
Abra os braços e seu coração pra ele
acolhe e abriga a quem tanto te ama
Derrama no espírito essa água viva
torna Deus a prioridade da sua vida



Poesia – De quem amou
18/01/2010, 04:25
Filed under: outubro09
Quando a vida se acalma e o tempo sobra
sua ausência entra como uma faca no peito
Lembranças projetam dentro da minha mente
Um filme chamado sem você não posso viver
Tudo parece diferente, mas não pra melhor.
Escuto ecos de seu riso no vazio de mim
Quero tanto dizer, mas você não pode ouvir
Abraço a solidão com o que sobrou do fim
Sinto angustia e o coração bater acelerado
Um medo terrível de outro estar do seu lado
Agora o que era saudade se tornou tristeza
Lagrimas me consolam e tentam me acalmar
Amar é conjugar a dor em todos os tempos
Quando a insegurança toma lugar do carinho
No começo tudo parece um doce sonho bom
Mas palpites alheios fazem dele um pesadelo
Será que vale a pena sofrer para reviver
Buscar forças nas cinzas do que sobrou
Se era para ser para sempre porque acabou
Percebo que só sobraram as dores de quem amou



Poesia – O Tempo
17/01/2010, 23:15
Filed under: Uncategorized
A idade começou a marcar a pele
o que antes era jovem já não é mais
Tantas historias e momentos vividos
Acontecimentos que não voltam atrás
Sonhos apagados na exaustão do tentar
Ciladas criadas onde não se pode imaginar
Quantos pecados e pedidos de perdão
Cicatrizes na alma e na palma das mãos
Lagrimas derramadas por morte e gloria
Pessoas que chegaram e foram embora
Prazeres e desgosto,a briga com espelho
Quantas formas já cortaram seu cabelo
Palavras de carinho, ódio e fofoca.
por muitas vezes semeamos a discórdia
E quando parecia impossível conseguimos
Mas quando era mais que certo perdemos
Por muitos dias o feliz viveu triste
Na incerteza de conhecer o amor verdadeiro
Mas somente o tempo trará as respostas
de todas as coisas que ainda viveremos



Poesia – De repente
16/01/2010, 17:10
Filed under: Uncategorized
De repente decidi apenas ser feliz
tomar posse da graça que Deus me deu
Sorrir sem pensar no porque sorrir
viver sem esperar nada acontecer
De repente decidi deitar e dormir
sem passar noites em claro a pensar
em coisas que ao acordar já me esqueci
em coisas que por tanto tempo sofri
De repente decidi tentar ser diferente
encontrar novos rumos , novos erros
permitindo acreditar de novo em gente
sem julgar com o passado daqui pra frente
Pois tudo posso naquele que me fortalece
a paz gratuita que sempre esquecemos
Aquele lembramos quando em desespero
o clamor para que Deus seja algo terreno
De repente decidi deixar Deus entrar
habitar meu corpo e conhecer minha morada
na certeza  que lugar melhor não podia estar
que entre os braços de quem sempre me amou



Poesia – Incomum
06/01/2010, 18:35
Filed under: outubro09
Estar entre todos e parecer comum
ser transparente as regras do mundo
Não variando com as cores e as modas
sendo vacinado aos bens de consumo
Escolhendo seus amigos pelo coração
e não pelo tamanho de suas casas
Fazendo do amor a sua unica profissão
sem se importar com quanto lhe pagam
Quando se conhece parece de mentira
impossível acreditar que isso exista
Perfeita imperfeição da mãe natureza
estimulo, algo que não sai da cabeça
Criando do mundo violento algo bonito
feito de gestos e resgatando Cristo
Espalhando a cultura do tudo é possível
ensinando que com Deus somos invencíveis
Cuide mais da sua alma que do seu corpo
estamos apenas de passagem nessa vida
Ame , abrace, compartilhe seus tesouros
porque nada vamos levar desse mundo

 
Grato pelas correções =*